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3 de abril de 2011

Tiririca monta um “circo” parlamentar no Congresso

Deputado mais votado do Brasil, com 1,5 milhão de votos, o palhaço Tiririca (PR-SP) usa dinheiro da Câmara para empregar humoristas do programa "A Praça é Nossa", do SBT. Em 23 de fevereiro, foram nomeados como secretários parlamentares os humoristas José Américo Niccolini e Ivan de Oliveira, que criaram os slogans da campanha eleitoral do deputado. Ambos recebem o maior salário do gabinete, de até R$ 8 mil, somadas as gratificações. Os humoristas nomeados por Tiririca moram
em São Paulo
e não cumprem expediente diário como servidores da Câmara - até porque Tiririca não tem escritório político na capital paulista. Niccolini é presença semanal na TV com o personagem Dapena, uma sátira do apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena. Procurado pela reportagem, Niccolini justificou a sua contratação na Câmara com a seguinte frase: "A gente é bom para dar ideias". "Ele (Tiririca) escolheu a gente porque ajudamos na campanha, só por isso. Porque acredita que podemos dar boas ideias."
Tiririca informou, por intermédio da assessoria de imprensa, que contratou os dois humoristas para ajudá-lo no mandato parlamentar. "O deputado Tiririca nomeou os assessores levando em conta o critério de conhecê-los pessoalmente e também o fato de serem dois comunicadores que vão colaborar e desenvolver trabalhos dentro da temática que o deputado atua."
Hoje completam dois meses desde que Tiririca tomou posse. Campeão de votos em 2010, é o segundo mais votado da história - perde para Enéas Carneiro, que disputou pelo Prona. Por enquanto, Tiririca não apresentou nenhum projeto de lei nem fez discurso na tribuna do plenário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cresce o uso de anabolizantes e de suplementos alimentares por mulheres

Vencedora da 11ª edição do Big Brother, Maria Melilo não tem corpo masculinizado, mas sua voz engrossou
Foto:  Extra  /  Extra

Há limites na busca por um corpo sarado? Como em todas as edições do Big Brother Brasil, a 11ª veio lotada de musas. Mulheres de corpos esculpidos, marinados à beira da piscina em biquínis minúsculos. Uma delas, porém, abalou o pensamento de que as moças trazem as medidas perfeitas de berço ou apenas da academia.
A vencedora Maria Melilo, em conversa com as outras sisters, admitiu que faz uso de esteroides anabolizantes, substâncias à base de testosterona, ilegais para fins estéticos. Sua voz grave já despertava suspeitas. Além de confirmá-las, ela expôs os efeitos colaterais do uso.
"É muita testosterona, não menstruo mais faz tempo", contou no programa. Maria confessou ainda que seu clitóris aumentou de tamanho, outra consequência do uso. Não há dados sobre a quantidade de mulheres que tomam anabolizantes, mas basta uma olhada mais atenta nas academias, praias e revistas — vide o carnaval de 2011 — para ver que o padrão estético feminino, que já foi baseado em curvas, hoje é sustentado por músculos. E, para consegui-los, elas recorrem a qualquer artifício. Em última instância, aos anabolizantes.
Musculosa e feminina
A maioria, no entanto, prefere conservar as características femininas. Em vez de um corpo bombado, querem definição muscular. É nessa onda que os suplementos alimentares ganham mais status. Seja qual for o objetivo da mulher, hipertrofia muscular, definição ou emagrecimento, eles podem auxiliar na dieta e trazer resultados satisfatórios.
— O que mais escuto no consultório é: quero ficar igual à Deborah Secco. Ela conseguiu um percentual de gordura baixíssimo, mas dentro de um padrão saudável, e mantendo as características femininas —, conta o nutricionista Vinícius Alencar, especialista em suplementação alimentar.
Apesar de terem a venda liberada, o consumo indiscriminado de suplementos pode trazer consequências graves ao corpo feminino. Mais do que isso, vários deles conseguem acelerar o processo de ganho de massa magra, o que leva muitas delas a perderem o controle diante dos resultados e malharem até ficar com características masculinas. A reportagem conversou com especialistas para entender melhor quais são as vantagens e as desvantagens desses produtos.
Para não confundir
:: Anabolizantes ou esteroides androgênicos anabólicos
São hormônios sintéticos feitos a partir da testosterona, que garantem traços característicos de crescimento muscular e androgênicos, ou seja, de caracteres sexuais masculinos. São indicados em casos de tratamento para reposição hormonal em homens, anemia, alguns tipos de câncer e atrofias musculares derivadas de algumas doenças ou acidentes. Sem prescrição médica, o uso é ilegal.
:: Suplementos alimentares
As vitaminas e os aminoácidos encontrados nos alimentos nem sempre são suficientes para suprir as necessidades diárias do corpo humano, especialmente naqueles que praticam atividades físicas. Os suplementos alimentares foram criados para garantir que esses itens pudessem ser repostos sem a necessidade da ingestão de comida. São concentrados de vitaminas, aminoácidos e até mesmo queimadores de gordura sintetizados a partir dos alimentos, na forma de pílulas e vendidos em farmácias e lojas especializadas.
>>> Uso de suplementos alimentares e vitamínicos exige cuidados

Perigos reais
A vencedora da 11ª edição do Big Brother Maria Melilo não tem o corpo masculinizado. Apesar disso, sua voz é grave e ela já confessou outras consequências que os anabolizantes trouxeram ao seu corpo, como a hipertrofia do clitóris. Essas consequências são irreversíveis.
De acordo com o endocrinologista João Lindolfo Borges, os problemas externos são ainda pequenos se comparados aos riscos trazidos a certos órgãos.
— Não existe nenhuma indicação de esteroides anabolizantes para o corpo feminino. Nelas, só foram analisados prejuízos, que vão desde mudança no timbre da voz até falências hepáticas que podem originar um câncer.
Nos homens mais velhos, em alguns casos, eles são usados como repositores hormonais. O médico explica que a aplicação, em mulheres, causa um aumento da agressividade, bem como alterações no ciclo menstrual, que podem levar à infertilidade.
O mais curioso, para o médico, é que o uso dessas substâncias é mais comum entre aquelas com maior poder aquisitivo, que teoricamente teriam mais acesso às informações sobre os riscos.
— Elas sabem sim do perigo que estão correndo, mas a ditadura da beleza faz com que percam o medo — , arrisca um palpite.
Apelo ao corpo perfeito
O educador físico Breno Martins diz que é perceptível nas academias o aumento do consumo de anabolizantes por mulheres. De acordo com ele, a despeito dos esclarecimentos, o apelo do corpo perfeito é superior à preocupação.
— Há um aumento do consumo, principalmente entre as mulheres mais velhas, que têm o metabolismo mais lento. Elas se sentem obrigadas a estarem bonitas, como se isso fosse necessário para serem aceitas no meio social — , acredita.
Não há níveis seguros para o consumo de esteroides anabolizantes. Segundo João Lindolfo Borges, é como uma roleta russa.
— É como perguntar quanto, por exemplo, de cocaína um usuário pode cheirar? Cada um tem seus limites — afirma. Nas academias, quase sempre é aparente quando uma mulher resolve se valer deles para conseguir resultados mais rápidos.
De acordo com o educador físico Marco Paulo de Paoli, ainda há aquelas que usam pouco, mas que a mudança na voz é rápida.
— Ser muito forte não é uma característica da mulher. O que foge muito do padrão pode se tornar perigoso. Saúde não é estética e estética não é saúde. A maioria das mulheres ainda quer ser sarada. E muitas que se tornaram bombadas, se arrependeram depois.

CORREIO BRAZILIENSE

Mulheres são menos ’seletivas’ do que homens na hora de casar

Polêmica à vista? Uma dupla de pesquisadores da Universidade Carlos III de Madrid (Espanha) diz que o relógio biológico feminino faz com que as mulheres, em certo momento, se tornem menos seletivas na hora de escolher (ou de aceitar, no caso de os pretendentes estarem escassos) um marido.
“Homens e mulheres vivem por muitos anos e diferem em fecundidade, em renda e em probabilidades de sobrevivência”, diz o estudo (que dá para conferir, na íntegra, aqui). “É comum pensarmos que o casamento é um jogo de espera no qual as mulheres são mais seletivas do que os homens”, os caras apontam, “mas nós mostramos que o relógio biológico mais curto torna as mulheres uniformemente menos seletivas do que os parceiros da mesma idade”.
Portanto, de acordo com eles, o casamento não seria um “jogo de espera”, e sim uma corrida, na qual a mulher acaba ficando disposta a se casar com pretendentes menos interessantes (mais velhos, por exemplo) porque adiar o casamento se torna arriscado e dispendioso – tanto no quesito biológico (já que a fertilidade cessa) quanto socialmente.

Pessoas comem mais quando o garçom é gordinho

Quem está desesperado para emagrecer, fique atento pois a resposta é simples. Esqueça as dietas e o exercícios físicos: apenas evite restaurantes onde a equipe que trabalha está acima do peso.
Um estudo descobriu que pessoas que estão querendo perder peso são mais propensas a comer em excesso se o garçom for gordinho. Porém, se os garçons forem magros, quem está fazendo regime segue a risca sua restrição alimentar – indicando que o tipo de corpo das pessoas ao nosso redor pode ser suficiente para alterar as nossas escolhas de consumo.
As conclusões são de pesquisadores das universidades americanas British Columbia, Arizona e da Business School da Universidade de Duke, que avaliaram como as escolhas alimentar dos clientes são influenciadas pelo peso de quem serve a comida.
A equipe usou estudantes voluntários e uma garçonete, que vestiu um maiô que engordava. Eles descobriram que os estudantes que queriam emagrecer pediam mais comida quando a garçonete estava usando o maiô do que quando ela estava vestida normalmente.
 

31 de março de 2011

INSEGURANÇA NO NORDESTE 85% têm medo de serem mortos

Brasília O índice de percepção de insegurança entre os brasileiros é maior na região Nordeste, aponta estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) sobre Segurança Pública, 85,8% dos entrevistados nordestinos disseram ter "muito medo" de serem assassinados.
Entre os nordestinos, os que dizem ter "pouco medo" representam 8,2%, enquanto que 6% afirmam não ter medo algum. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, os Estados do Nordeste registraram, juntos, a segunda maior média entre as taxas de homicídio doloso das regiões brasileiras (29,3 homicídios dolosos/100 mil habitantes), perdendo apenas para a região Norte (29,5 homicídios dolosos/100 mil habitantes). Além disso, o Nordeste tem a menor média de gastos per capita com segurança pública -R$ 139,60 por habitante.
Depois dos nordestinos, os habitantes das regiões Norte e Sudeste são os que mais têm medo de assassinatos (78,4% em cada região), seguidos do Centro-Oeste (75%) e do Sul (69,5%). O Sudeste, apesar de não apresentar um nível alto de sensação de segurança entre sua população, possui o menor índice de homicídio doloso do país: 21,77 homicídios por 100 mil habitantes. A região tem o maior gasto per capita na área de segurança pública -R$ 248,89 por habitante (43,45% a mais que no Nordeste).
No Nordeste, o grau de alta confiança nas polícias estaduais chega a 5,8%, o mais elevado entre as cinco regiões. Os que confiam pouco ou não confiam nas polícias somam 70,15% na região. Somente 3% dos entrevistados no Sudeste afirmaram ter muita confiança nas polícias Militar e Civil.
No Sul, o percentual é 3,4%, inferior à média nacional (4,19%). No Norte, apenas 4,45% dos entrevistados disseram confiar muito na atuação das polícias. Na região Centro-Oeste, o grau de alta confiança nas polícias é 4,5%.

Agora, anorexia atinge mulheres com mais de 40 anos

A anorexia nervosa, transtorno que faz a pessoa comer cada vez menos e nunca estar satisfeita com seu peso, expande suas fronteiras. A maioria das pacientes ainda é composta por adolescentes, mas o distúrbio é cada vez mais diagnosticado em mulheres maduras. Em clínicas e ambulatórios como o do Proata (Programa de Orientação e Atenção ao Pacientes com Transtorno Alimentar), da Unifesp, duas em cada dez pacientes têm mais de 40 anos.
"Há alguns anos, os grandes relatos médicos sobre anorexia nem faziam referência às mais velhas", diz o psiquiatra Táki Cordás, coordenador do Ambulim (Ambulatório de Transtornos Alimentares) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Elas já são notadas. "Mesmo quando estão na casa dos 50 ou 60 anos, as mulheres praticam comportamentos extremos para modificar seu peso e seus corpos", afirma Cynthia Bulik, diretora do Programa de Transtornos Alimentares da Universidade da Carolina do Norte (EUA).
IMAGEM CORPORAL Segundo Cordás, a mulher mais velha se preocupa mais do que antes com sua imagem corporal. "Entre outras coisas, há o papel da competição, afetiva ou profissional, com as mais jovens." Essas mulheres maduras que "estão no mercado" se voltam para todos os recursos de embelezamento e rejuvenescimento disponíveis, incluindo dietas agressivas. "Fazer dieta eleva em 20 vezes o risco de desenvolver anorexia", diz o psiquiatra.
A dermatologista Luciana Conrado, que pesquisa transtornos de imagem, considera o problema uma doença social. "Nossa sociedade valoriza a imagem, e a beleza é a forma jovem e magra." O que complica ainda mais a vida de quem tem 40 ou mais. "Não dá para ela ficar com um corpo de magra de 20 anos, por mais que passe fome e malhe na academia", diz Conrado.
A nutricionista Lara Natacci, autora do livro "Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar" (ed. Atheneu), diz que a mulher madura consegue dissimular a doença por mais tempo e demora mais para buscar ajuda. Quanto mais tarde o tratamento, mais difícil é a cura. "Em jovens, o prognóstico é melhor", afirma Cordás. Alguns efeitos da desnutrição são mais acentuados na mulher mais velha, como o ressecamento da pele. "É provável também ela ter com mais frequências quadros como depressão e abuso de álcool", diz Cordás.

Folha.com

Terra não é totalmente redonda como pensamos

Dados enviados por satélite à ESA (Agência Espacial Europeia), durante dois anos, possibilitaram o estudo preciso da gravidade do planeta Terra de uma forma inédita.
Os cientistas agora detêm um dos mais exatos modelos geoide (forma mais aproximada do nosso planeta, visto que ele não é totalmente redondo) do lugar onde vivemos.
A imagem foi divulgada nesta quarta-feira durante uma conferência em Munique (Alemanha).
No estudo apresentado pela ESA, com imagens fornecidas pelo satélite Goce (sigla em inglês de Explorador da Circulação Oceânica e do Campo Gravitacional), considerou-se a gravidade do geoide sem a ação de marés e de correntes oceânicas.
O modelo serve como referência para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo, o que pode abrir precedente para entender com maior profundidade as mudanças climáticas.
Além desses dados oceanográficos, também servirá para o estudo da estrutura interna do planeta --como os processos que levam à formação de terremotos de grande magnitude e que podem provocar danos devastadores, como aconteceu com o Japão no sismo de 11 de março.
Do espaço, é praticamente impossível para os satélites observarem a dinâmica dos tremores, visto que o movimento das placas tectônicas ocorre abaixo do nível dos oceanos.
Contudo, explica a ESA em seu site, os tremores costumam deixar um "rastro" na gravidade do planeta, o que pode ajudar a entender o mecanismo de um terremoto e, quem sabe, antecipar sua ocorrência.
Fonte: Folha.com